Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1866

Allan Kardec

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Estou realmente tocado ao te ver, caro filho,

Às minhas ordens submisso, orando a invocar-me,

Censurar, corajoso, a lógica enganadora

E os vãos argumentos de uma seita orgulhosa,

Que pretende que o Espírito cumpre um dever Vindo à tua voz, muito feliz ao poder,

Submisso à lei, fugir e deixar mais depressa

O repouso aborrecido do mundo que habita,

Para voar enfim, às barrancas sem limite,

Que entristecem mais a sombra e o lamento dos mortos.

Aí estão grandes palavras e pomposas frases.

Mas se vêm desvendar as belezas maravilhosas

Dos mundos desconhecidos abrir os horizontes Dos tempos e ensinar-te, em compridas lições,

O princípio e o fim de tua alma imortal,

A grandeza de Deus e seu poder eterno, Sua justiça infinita e seu sublime amor,

Nobre conversador, sê franco: Dirás que em paga,

Se ele te pedir, um dia, uma prece bem curta,

Será muito exigente, quando por vezes na Terra,

Para obter ou pagar um pequeno favor,

És visto suplicante, enterrar o pudor

E mendigar bastante, como um pobre mendigo, Suspirando, o pão que a vida alimenta?

Oh! crê-me, caro filho! desgraça! três vezes! Àquele que sempre, esquecendo sua dor

E as lágrimas de sangue deste mundo invisível,

Escutando nossa voz ainda fica insensível, E não vem de joelhos Orar a Deus por nós.

CASIMIR DELAVIGNE

ALLAN KARDEC

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