O céu e o inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo

Allan Kardec

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8. – O Espiritismo não vem portanto negar a penalidade futura; vem, ao contrário, constatá-la. O que ele destrói é o inferno localizado, com suas fornalhas e suas penas irremissíveis. Ele não nega o purgatório, visto que prova que nós estamos nele; ele define-o e precisa-o, explicando a causa das misérias terrestres, e dessa forma faz crer nele aqueles que o negavam.


Ele rejeita as preces pelos mortos? Bem ao contrário, visto que os Espíritos sofredores as solicitam; ele faz disso um dever de caridade e demonstra sua eficácia para trazê-los de volta ao bem, e, por esse meio, abreviar seus tormentos.* Falando à inteligência, ele trouxe de volta a fé aos incrédulos, e à prece aqueles que zombavam dela. Mas diz que a eficácia das preces está no pensamento e não nas palavras, que as melhores são as do coração e não as dos lábios, as que se faz, e não as que se manda fazer por dinheiro. Quem ousaria então censurá-lo por isso?


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* Ver Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII: Ação da prece.

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