Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1867

Allan Kardec

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A Bernard Palissy


Quando de nosso futuro, incerto e flutuante,

Malgrado meu, duvidava da imortalidade,

Vieste ao meu apelo, e tua mão benfeitora

Tirou a faixa da incredulidade;

Dize-me: De onde vem a terna simpatia

Que te tirava da celeste morada?

Lembrança de uma vida passada,

Que deixava no peito um amor fraterno?

Caro Espírito, talvez, n’outra existência

Foste meu protetor, meu guia, meu apoio.

Mas em vão interrogo: Deus, em sua previdência

Sobre os olhos me pôs o véu do esquecimento

Esperando o tempo em que visse tua esfera,

E meu Espírito até ti possa elevar-se!

Se devo retornar a esta Terra triste,

Ó amado Bernard, pensa sempre em mim.


Srta. L. O. LIEUTAUD, de Rouen.

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