Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1861

Allan Kardec

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Em nosso último número mencionamos esta publicação apenas a título de lembrete, propondo-nos voltar ao assunto. Lemo-la com atenção e só podemos felicitar a Sociedade dos espíritas de Metz por seus resultados. Ela conta, em seu seio, com um grande número de homens esclarecidos que, esperamos, saberão mantê-la em guarda contra os embustes dos maus Espíritos, que não deixarão de tentar desviá-la da boa rota em que se colocou.

A publicação não é periódica. A Sociedade de Metz se propõe fazer outras semelhantes, de tempos em tempos, em datas indeterminadas, e nelas inserir as melhores comunicações que houver obtido. Tal modo é vantajoso porque não obriga a assumir nenhum compromisso com assinantes, aos quais se deve servir apesar de tudo, e porque os gastos são sempre proporcionais.

Todas as comunicações contidas nesta primeira brochura têm um cunho eminentemente sério e uma moralidade irreprochável. Nada notamos que não se pudesse chamar de ortodoxo, do ponto de vista da Ciência e de acordo com o ensino do Livro dos Espíritos. Se os senhores espíritas de Metz nos permitem um conselho, nós os estimularíamos a continuar a trazer, em publicações ulteriores, a prudente circunspeção que notamos nesta; que se persuadam de que as publicações intempestivas podem ser mais nocivas do que úteis à propagação do Espiritismo. Contamos com a sabedoria e a sagacidade dos que as dirigem, para não cederem ao entusiasmo de adeptos mais zelosos que refletidos. Que eles se lembrem sempre desta máxima: Não adianta correr; é preciso partir na hora.

As duas comunicações seguintes, extraídas deste primeiro lançamento, podem dar uma ideia do espírito no qual são feitas.

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