Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1861

Allan Kardec

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Venho falar-te daquilo que mais importa, nesta época de crise e de transformação. No momento em que as nações revestem roupagem viril; no momento em que o Céu desvelado vos mostra, vagando nos espaços infinitos, os Espíritos daqueles que pensáveis dispersos como moléculas ou servindo de pasto aos vermes; neste momento solene, é preciso que, armado de fé, o homem não marche tateante nas trevas do personalismo e do materialismo. Como outrora os pastores, guiados por uma estrela, vinham adorar o Menino-Deus, é preciso que o homem, guiado pela brilhante aurora do Espiritismo, marche, enfim, para a Terra Prometida da liberdade e do amor. É preciso que, compreendendo o grande mistério, ele saiba que a finalidade harmoniosa da Natureza, seu ritmo admirável, são os modelos da Humanidade. Nesta espantosa diversidade que confunde os Espíritos, distingui a perfeita similitude das relações entre as coisas criadas e os seres criados, e que essa poderosa harmonia vos leve a todos, homens de ação, poetas, artistas, operários, à união na qual devem fundir-se os esforços comuns durante a peregrinação da vida. Caravanas assaltadas pelas tempestades e pelas adversidades, estendei-vos as mãos amigas e marchai com os olhos voltados para o Deus justo, que recompensa ao cêntuplo aquele que tiver aliviado o fraco e o oprimido.

GÉORGES

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