Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1860

Allan Kardec

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1.º ─ Teríeis a bondade de fazer alguns esclarecimentos sobre certas passagens do vosso último ditado, que nos parecem um pouco obscuras?
─ Farei o que for possível no momento.

2.º ─ Dizeis: “A eletricidade, essa nuança entre o tempo e o que não é maistempo, entre o finito e o infinito”. Esta frase não nos parece muito clara. Teríeis a bondade de desenvolvê-la?
─ Eu a explico assim, da maneira mais simples que posso. Para vós o tempo existe, não? Para nós, não existe. Assim defini a eletricidade: “essa nuança entre o tempo e o que não é mais tempo”, porque essa parte do tempo de que outrora vos devíeis servir para vos comunicardes de um a outro extremo do mundo, essa porção do tempo, digo eu, não existe mais. Mais tarde virá essa eletricidade que não será outra coisa senão o pensamento do homem, transpondo o espaço. Com efeito, não é esta a imagem mais surpreendente sobre o finito e o infinito, sobre o pequeno meio e o grande meio? Numa palavra, quero dizer que a eletricidade suprime o tempo.

3.º ─ Mais adiante dizeis: “Não conheceis senão a eletricidade material. Mais tarde conhecereis também a eletricidade espiritual.” Entendeis por isto os meios de comunicação de homem a homem, por via mediúnica?
─ Sim, como progressos médios; outra coisa virá mais tarde; dai aspirações ao homem: a princípio, ele adivinha; depois, vê.

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