Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1860

Allan Kardec

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Os Espíritos puros são aqueles que, chegados ao mais alto grau da perfeição, são julgados dignos de ser admitidos aos pés de Deus. O esplendor infinito que os envolve não os dispensa de serem úteis nas obras da Criação. As funções que devem preencher correspondem à extensão de suas faculdades. Esses Espíritos são os ministros de Deus. Sob suas ordens, regem os mundos inumeráveis; dirigem do alto os Espíritos e os humanos; estão ligados entre si por um amor sem limites, e esse ardor se estende sobre todos os seres que procuram atrair para se tornarem dignos da suprema felicidade. Deus se irradia sobre eles e lhes transmite suas ordens. Eles o veem, sem ser cegados por sua luz.

Sua forma é etérea e eles nada mais têm de palpável. Falam aos Espíritos superiores e lhes comunicam sua ciência. Tornaram-se infalíveis. Em suas fileiras é que são escolhidos os anjos de guarda, que bondosamente baixam o olhar sobre os mortais, e os recomendam aos Espíritos superiores, que os amaram. Estes escolhem, entre Espíritos da segunda ordem, os agentes de sua direção. Os Espíritos puros são iguais, e nem poderia ser de outro modo, pois só são chamados a essa faixa depois de terem atingido o mais alto grau de perfeição. Há igualdade, mas não uniformidade, porque Deus não quis que nenhuma de suas obras fosse idêntica. Os Espíritos puros conservam sua personalidade, que apenas adquiriu a perfeição mais completa em relação ao seu ponto de partida.

Não é permitido dar mais detalhes sobre esse mundo supremo.

GEORGES

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