Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1860

Allan Kardec

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Se a crença nos Espíritos e nas suas manifestações fosse uma concepção isolada, produto de um sistema, poderia ela, com certa aparência de razão, ser considerada uma ilusão. Digam-nos, porém, por que é ela encontrada tão vivaz em todos os povos antigos e modernos e nos livros santos de todas as religiões conhecidas? É, dizem alguns críticos, porque em todos os tempos o homem amou o maravilhoso.
─ O que é então o maravilhoso em vossa opinião?
─ O que é sobrenatural.
─ O que entendeis por sobrenatural?
─ O que é contrário às leis da Natureza.

─ Então conheceis tão bem essas leis, que vos é possível traçar limites ao poder de Deus? Ora! Então provai que a existência dos Espíritos e suas manifestações são contrárias às leis da Natureza; que isto não é nem pode ser uma dessas leis.

Acompanhai a Doutrina Espírita e vede se esse encadeamento não tem todos os caracteres de uma lei admirável. O pensamento é um dos atributos do Espírito; a possibilidade de agir sobre a matéria, de impressionar os sentidos e, em consequência, de transmitir o seu pensamento resulta, se assim nos podemos exprimir, da sua constituição fisiológica. Portanto, neste fato nada há de sobrenatural, nada de maravilhoso.
─ Contudo – dirão - admitis que um Espírito pode erguer uma mesa e mantê-la no espaço, sem ponto de apoio. Isto não é uma derrogação da lei da gravidade?
─ Sim; da lei conhecida. Mas já disse a Natureza sua última palavra? Antes que se tivesse experimentado a força ascensional de certos gases, quem teria dito que uma máquina pesada, levando vários homens, poderia vencer a força de atração?

Aos olhos do vulgo não deveria isto parecer maravilhoso, diabólico? Aquele que, há um século, se tivesse proposto a mandar um telegrama a 500 léguas de distância e a receber a resposta em alguns minutos, teria passado por louco; se o tivesse feito, teriam acreditado estar o diabo às suas ordens, porque, naquela época, só o diabo era capaz de andar tão depressa? Por que, então, um fluido desconhecido não teria a propriedade, em determinadas circunstâncias, de contrabalançar o efeito da gravidade, como o hidrogênio contrabalança o peso do balão? Isto, diga-se de passagem, é uma comparação, mas não uma assimilação, e unicamente para mostrar, por analogia, que o fato não é fisicamente impossível. Ora, foi precisamente quando os cientistas, na observação dessas espécies de fenômenos, quiseram proceder por via de assimilação, que eles se enganaram. Em suma, o fato aí está. Nenhuma negação poderá destruí-lo, pois negar não é provar. Para nós nada há de sobrenatural, eis tudo quanto, a respeito, podemos dizer no momento.

Se o fato for comprovado ─ dirão ─ nós o aceitaremos. Aceitaremos até mesmo a causa que acabais de indicar, de um fluido desconhecido. Mas, que é o que prova a intervenção dos Espíritos? Aí está o maravilhoso, o sobrenatural.

Seria aqui necessária toda uma demonstração fora de contexto e representando aliás uma repetição, porque ela ressalta de todas as outras partes do ensino. Contudo, para resumi-la em poucas palavras, diremos que teoricamente ela se baseia neste princípio: todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. Na prática, observando-se que os fenômenos ditos espíritas deram provas de inteligência, deveriam ter sua causa fora da matéria; que essa inteligência não sendo dos assistentes ─ o que é um resultado da experiência ─ deveria estar fora deles; e desdeque o agente não era visto, seria um ser invisível. Foi então que, de observação em observação, chegou-se a reconhecer que esse ser invisível, ao qual se deu o nome de Espírito, não é senão a alma dos que tiveram vida corpórea e que a morte despojou de seu grosseiro envoltório visível, deixando-lhe apenas o envoltório etéreo, invisível em seu estado normal. Eis, pois, o sobrenatural e o maravilhoso reduzidos à sua expressão mais simples. Uma vez constatada a existência dos seres invisíveis, sua ação sobre a matéria resulta da natureza do envoltório fluídico. Esta ação é inteligente, porque morrendo eles perderam apenas o corpo, mas conservaram a inteligência, que é a sua essência. Eis aí a chave de todos os fenômenos erroneamente reputados sobrenaturais. A existência dos Espíritos não é, pois, um sistema preconcebido, uma hipótese imaginada para explicar os fatos. É resultado de observações e consequência natural da existência da alma. Negar esta causa é negar a alma e os seus atributos.

Que essas pessoas que pensam ter condições de dar a esses efeitos inteligentes uma solução mais racional, e sobretudo de explicar todos os fatos, se dignem a fazêlo, e então se poderá discutir o mérito de cada uma.

Aos olhos dos que consideram a matéria como a única força da Natureza, tudo quanto não pode ser explicado pelas leis da matéria é maravilhoso ou sobrenatural.

Ora, para eles, maravilhoso é sinônimo de superstição. Sob este ponto de vista, areligião, fundada na existência de um princípio imaterial, seria um tecido de superstições. Eles não ousam dizê-lo alto e bom som, mas dizem aos cochichos, e julgam salvar as aparências admitindo que uma religião é necessária para o povo e para que as crianças sejam bem comportadas.

De duas, uma: ou o princípio religioso é verdadeiro ou é falso. Se é verdadeiro, ele o é para todos; se falso, não é melhor para os ignorantes do que para os esclarecidos.

Os que atacam o Espiritismo em nome do maravilhoso se apoiam, em geral, no princípio materialista, pois negando todo efeito fora da matéria, negam, por isso mesmo, a existência da alma. Sondai o fundo de seu pensamento; penetrai bem osentido de suas palavras e vereis, quase sempre, esse princípio, se não formulado categoricamente, despontar sob as aparências de uma pretensa filosofia racional. Se abordardes a questão de frente, perguntando-lhes se acreditam ter uma alma, talvez não ousem responder que não, mas responderão que nada sabem ou que disso não têm certeza. Levando à conta do maravilhoso tudo quanto decorre da existência da alma, são, pois, consequentes consigo mesmos; não admitindo a causa, não podem admitir os efeitos. Daí decorre, por parte deles, uma opinião preconcebida que os impossibilita de julgar corretamente o Espiritismo, porque eles partem do princípio da negação de tudo quanto não seja material. Quanto a nós, pelo fato de admitirmos os efeitos que são a consequência da existência da alma, decorre que aceitamos todos os fatos qualificados como maravilhosos; que somos campeões de todos os sonhadores; os adeptos de todas as utopias e de todas as excentricidades sistemáticas? Fora preciso conhecer muito pouco o Espiritismo para assim pensar. Mas os nossos adversários não o olham tão de perto. A necessidade de conhecer, de que falam, é a menor das suas preocupações. Segundo eles, o maravilhoso é absurdo; ora, o Espiritismo se apoia em fatos maravilhosos, portanto é absurdo. Isto é para eles um julgamento sem apelo. Eles julgam opor um argumento sem réplica quando, após terem feito eruditas pesquisas sobre os convulsionários de Saint- Médard, os Camisards das Cévennes ou as religiosas de Loudun, chegaram a descobrir fatos patentes de fraude, que ninguém contesta. Mas tais histórias são o evangelho do Espiritismo? Seus partidários negaram que o charlatanismo tenha explorado certos fatos em proveito próprio; que a imaginação os tenha criado; que o fanatismo os tenha exagerado? Ele não é mais solidário com as extravagâncias que podem ser cometidas em seu nome, do que a verdadeira Ciência com os abusos da ignorância, nem a verdadeira religião com os excessos do fanatismo. Muitos críticos só julgam o Espiritismo pelos contos de fadas e pelas lendas populares, que são as suas ficções. Seria o mesmo que julgar a História pelos romances históricos ou pelas tragédias.

Em lógica elementar, para discutir uma coisa é preciso conhecê-la, porque a opinião de um crítico só tem valor quando ele fala com perfeito conhecimento de causa. Só assim sua opinião, ainda que errada, pode ser levada em consideração.

Mas que valor terá ela num assunto que ele ignora? O verdadeiro crítico deve não só dar provas de erudição, mas de conhecimento profundo sobre o objeto de que trata, de uma razão sã e de uma imparcialidade a toda prova, pois do contrário o primeiro trovador que aparecesse poderia arrogar-se o direito de julgar Rossini e um borratintas o de criticar Rafael.

O Espiritismo não aceita, pois, todos os fatos reputados maravilhosos ou sobrenaturais. Longe disto, demonstra a impossibilidade de um grande número e o ridículo de certas crenças que, para ele, constituem propriamente a superstição. É verdade que, no que ele admite, há coisas que para os incrédulos são puro maravilhoso, isto é, superstição. Seja. Mas, pelo menos, discuti apenas estes pontos, porque sobre os outros nada há a dizer e pregaríeis a conversos. Mas, perguntarão até onde vai a crença do Espiritismo? Lede, observai e sabereis. Toda ciência só é adquirida com tempo e estudo. Ora, o Espiritismo, que toca nas mais sérias questões de Filosofia e em todos os ramos da ordem social; que abarca, ao mesmo tempo, o homem físico e o homem moral, é, ele próprio, toda uma ciência, toda uma filosofia, que não pode ser apreendida nalgumas horas, assim como qualquer outra ciência, porque seria tão pueril ver todo o Espiritismo nas mesas girantes, quanto toda a Física em certos brinquedos de criança. Para quem não queira ficar só na superfície, não são horas, mas meses e anos necessários para lhe sondar todos os arcanos. Que se julgue, por aí, o grau de saber e o valor da opinião dos que se arrogam o direito de julgar porque viram uma ou duas experiências, as mais das vezes como distração e passa-tempo! Sem dúvida dirão que não têm folga para dar todo o tempo necessário a tal estudo. Seja. Ninguém os obriga. Mas, então, quando não se tem tempo de aprender uma coisa, não se deve falar dela e, menos ainda, julgar, desde que se não queira ser acusado de leviandade. Ora, quanto mais elevada é a posição que se ocupa na ciência, menos desculpável tratar-se levianamente de um assunto que se desconhece. Nós nos cingimos às seguintes proposições:

1. ─ Todos os fenômenos espíritas têm por princípio a existência da alma, sua sobrevivência ao corpo e suas manifestações.

2. ─ Sendo tais fenômenos baseados numa lei da Natureza, nada têm de maravilhoso nem de sobrenatural, no sentido vulgar desses vocábulos.

3. ─ Muitos fatos só são considerados sobrenaturais porque se lhes desconhecem as causas. Atribuindo-lhes uma causa, o Espiritismo os recoloca no domínio dos fenômenos naturais.

4. ─ Entre os fatos qualificados como sobrenaturais, há muitos cuja impossibilidade é demonstrada pelo Espiritismo, que os coloca entre as crenças supersticiosas.

5. ─ Embora o Espiritismo reconheça em muitas crenças populares um fundo de verdade, de modo algum aceita a solidariedade de todas as histórias fantásticas criadas pela imaginação.

6. ─ Julgar o Espiritismo pelos fatos que ele não admite é dar prova de ignorância e neutralizar o valor da própria opinião.

7. ─ A explicação dos fatos admitidos pelo Espiritismo, suas causas e consequências morais, constituem uma verdadeira ciência que requer estudo sério, perseverante e aprofundado.

8. ─ O Espiritismo não pode olhar como crítico sério senão aquele que tudo tivesse visto e tudo estudado com a paciência e a perseverança de um observador consciencioso; que estivesse tão seguro desse assunto quanto o mais esclarecido adepto; consequentemente, que tivesse obtido seus conhecimentos fora dos romances da Ciência; ao qual não fosse possível opor nenhum fato de que não tivesse conhecimento e nenhum argumento que ele não tivesse meditado; que refutasse, não por negações, mas por outros argumentos mais peremptórios; que, enfim, pudesse apresentar uma causa mais lógica aos fatos constatados. Tal crítico ainda está por ser encontrado.

Desnecessário dizer que os que desprezam o maravilhoso, com mais forte razão relegam os milagres para o plano das quimeras da imaginação. Posto que tiradas de um artigo precedente, algumas palavras a respeito têm aqui seu lugar natural, e não será inútil lembrá-las.

Na sua acepção primitiva e por sua etimologia, o vocábulo milagre significa coisa extraordinária, coisa admirável de ver. Mas, como tantos outros, este vocábulo perdeu o sentido original e hoje significa, segundo a Academia, um ato do poder divino, contrário às leis comuns da Natureza. Tal é, com efeito, sua acepção usual, e só por comparação e por metáfora é aplicado às coisas vulgares que nos surpreendem, e cuja causa é desconhecida. Não entra absolutamente em nosso propósito examinar se Deus poderia julgar útil, em certas circunstâncias, derrogar leis por Ele estabelecidas. Nosso objetivo é apenas demonstrar que os fenômenos espíritas, por mais extraordinários que sejam, absolutamente não derrogam essas leis e não têm qualquer caráter miraculoso, como não são maravilhosos ou sobrenaturais.

O milagre não se explica; os fenômenos espíritas, ao contrário, se explicam da maneira mais racional. Não são, pois, milagres, mas simples efeitos que têm sua razão de ser nas leis gerais. O milagre tem, ainda, outro caráter: o de ser insólito e isolado. Ora, a partir do momento que um fato se repete, por assim dizer, à vontade, e por intermédio de diversas pessoas, não pode ser um milagre.

Diariamente a Ciência faz milagres aos olhos dos ignorantes. Por isso, outrora, os que sabiam mais que o vulgo passavam por feiticeiros. Como se acreditava que toda ciência sobre-humana vinha do diabo, queimavam-nos. Hoje, que estamos muito mais civilizados, contentamo-nos em mandá-los para os hospícios.

Se um homem realmente morto voltar à vida por uma intervenção divina, aí teremos um verdadeiro milagre, porque isto é contrário às leis da Natureza. Mas se esse homem tiver apenas as aparências da morte; se ainda lhe resta vitalidade latente e se a Ciência ou uma ação magnética chegar a reanimá-lo, para as pessoas esclarecidas será um fenômeno natural, mas aos olhos da gente ignorante, o fato passará por miraculoso. Se em certas regiões do campo um físico lançar um papagaio elétrico e fizer cair um raio sobre uma árvore, o novo Prometeu certamente será olhado como dotado de um poder diabólico. Mas Josué, parando o movimento do Sol, ou melhor, da Terra, eis o verdadeiro milagre, pois não conhecemos nenhum magnetizador dotado de tão grande poder para operar tal prodígio. De todos os fenômenos espíritas, um dos mais extraordinários é, sem dúvida, o da escrita direta, e um dos que demonstram da mais patente maneira a ação das inteligências ocultas.

No entanto, pelo fato de ser o fenômeno produzido por seres ocultos, não é mais miraculoso que todos os outros fenômenos devidos a agentes invisíveis, porque esses seres ocultos que povoam o espaço são uma força da Natureza, força cuja ação é incessante sobre o mundo material, tanto quanto sobre o mundo moral.

Esclarecendo-nos quanto a essa força, o Espiritismo nos dá a chave de uma porção de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer outro meio e que em tempos remotos puderam passar por prodígios. Assim como o magnetismo, ele revela uma lei, senão desconhecida, ao menos mal compreendida ou, melhor dizendo, da qual se conheciam os efeitos, pois eles sempre se produziram, em todas as épocas, mas não se conhecia a lei, e foi essa ignorância da lei que engendrou a superstição. Conhecida essa lei, o maravilhoso desaparece e os fenômenos entram na ordem das coisas naturais. Eis por que os espíritas não operam milagres fazendo girar uma mesa ou fazendo um morto escrever, mais do que o médico fazendo reviver um moribundo ou o físico fazendo cair o raio. Aquele que, auxiliado por esta ciência, pretendesse fazer milagres, ou seria um ignorante do assunto, ou um charlatão.

Os fenômenos espíritas, bem como os magnéticos, antes que suas causas fossem conhecidas, tiveram que passar por prodígios. Ora, como os céticos, os espíritos fortes, isto é, os que têm o privilégio exclusivo da razão e do bom-senso, não creem que uma coisa seja possível desde que não a compreendem. É por isso que todos os fatos tidos como prodigiosos são objeto de suas zombarias. Como a religião contém grande número de fatos desse gênero, não creem na religião. Daí à incredulidade absoluta há apenas um passo. Explicando a maioria desses fatos, o Espiritismo lhes dá uma razão de ser. Ele, pois, vem em auxílio à religião, demonstrando a possibilidade de certos fatos que, por não mais terem caráter miraculoso, não são menos extraordinários; e Deus nem é menos grande, nem menos poderoso por não haver derrogado as suas leis. De quantos gracejos não foram objeto as levitações de São Cupertino? Ora, a suspensão no ar dos corpos pesados é um fato explicado pelo Espiritismo. Nós, pessoalmente, fomos testemunha ocular, e o Sr. Home, como outras pessoas de nosso conhecimento, repetiram várias vezes o fenômeno passado com São Cupertino. Assim, o fenômeno entra na ordem das coisas naturais.

Entre os fatos deste gênero devem colocar-se, em primeira linha, as aparições, por serem os mais frequentes. A de Salete, que divide o próprio clero, para nós nada tem de insólito. Na verdade não podemos afirmar que a coisa tenha ocorrido, pois não temos a prova material. Para nós, entretanto, é possível, desde que milhares de fatos análogos recentes são do nosso conhecimento. Cremos neles, não só porque sua realidade foi por nós constatada, mas sobretudo porque nos damos perfeita conta da maneira pela qual se produzem. Queiram reportar-se à teoria que demos, das aparições, e verão que tal fenômeno se torna tão simples e plausível quanto uma porção de fenômenos físicos tidos como prodigiosos apenas por falta de sua chave.

Quanto à personagem que se apresentou em Salete, é outra questão. Sua identidade absolutamente não foi demonstrada. Apenas se constata que pode ter havido uma aparição. O resto não é de nossa competência. Cada um pode guardar as suas convicções a respeito disso, com as quais nada tem a ver o Espiritismo. Apenas dizemos que os fatos produzidos pelo Espiritismo nos revelam leis novas e nos dão a chave de uma porção de coisas que pareciam sobrenaturais. Se alguns desses fatos que passavam por miraculosas encontram agora uma explicação lógica, isto é um motivo para não apressar-se em negar aquilo que não se compreende.

Os fatos do Espiritismo são contestados por certas pessoas, precisamente porque parecem fugir à lei comum, e elas não se dão conta disso. Dai-lhes uma base racional e a dúvida cessará. Neste século onde não se poupam palavras, a explicação é poderoso elemento de convicção. Assim, diariamente vemos criaturas que jamais testemunharam qualquer fato, que nem viram uma mesa girar, nem um médium escrever, e que são tão convictas quanto nós, unicamente porque compreenderam. Se só devêssemos acreditar no que viram os nossos olhos, nossas convicções reduzirse-iam a bem pouca coisa.

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