Instruções práticas sobre as manifestações espíritas

Allan Kardec

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ANJO – do lat. angelus; do gr. aggelos[1], mensageiro. Segundo a idéia vulgar, os anjos são seres intermediários entre o homem e a divindade, por sua natureza e por seu poder; podem manifestar-se, quer por meio de avisos ocultos, quer de maneira visível. Não foram criados perfeitos, pois a perfeição pressupõe a infalibilidade - e alguns dentre eles ter-se-iam revoltado contra Deus. Diz-se: bons anjos, anjos maus, o anjo das trevas. Entretanto a idéia mais geral ligada a este vocábulo é a da bondade e da suprema virtude.

Segundo a doutrina espírita, os anjos não são seres à parte, de uma natureza especial: são Espíritos de primeira ordem, isto é, aqueles que chegaram ao estado de puros Espíritos, depois de terem passado por todas as provas.

Nosso mundo não existe de toda a eternidade, e muito antes que fosse formado, alguns Espíritos haviam atingido aquele grau supremo. Então, os homens pensaram que aqueles sempre tinham sido assim.



[1] Em grego o g tem som duro; pronuncia-se como o grupo italiano gh ou como em português quando seguido de a o ou u. No grupo gg, o primeiro nasala a vogal precedente. No exemplo acima pronuncia-se angelos (com o g duro). N. do T.


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